Friday, October 14, 2011

Filatelia é para poucos


Algo tão pequeno, simples e corriqueiro que a cada dia necessitamos, e na éra digital cada vez menos, assim se torna cada vez mais raro, o selo, que pode ser admirado, num carta num album de colecionador, em uma edição que ganha destaque na mídia edição, como o selo do Lula, queria muito.
Os selos podem ser colecionados por temas, por país, por ano ou geral mesmo sendo todos os que cairem em suas mãos, tá valendo.
Eles são de todos os tipos, e muitas vezes é possível comparar as várias culturas retratadas nessas mini obras de arte.
Os requisitos, para a colecionar são, paciência, tempo, dinheiro, capacidade de negociar, organizar, trocar, convencer outros viciados no assunto a manter as trocas e negoiações.
Para analisar o nível em que chegam o preços dos selos:

O selo americano Jenny, foi vendida por quase US$ 3 milhões, porq foi impresso com um avião ao contrário, apareceu até nos simpsosn(Delíriooo)
A série Olho-de-Boi, brasieliro, que circulou entre 1843 e 1844, rarissímo US$770.000,00 (a tira)
O suéco Treskilling Amarelo entre 1,5 e 2 milhões de euros
O Black on Magenta da Guiana Britânica,Impresso em 1867,
O U. S. Franklin Z-Grill, 930 mil dólares.

Tem até a casa filatélica Stanley Gibbons (http://www.stanleygibbons.com) considerada a equivalente ao Índice Dow Jones, uma vez que ela realiza avaliações de preços de selos em nível mundial.
Outros sites especializados
http://www.stamps.org/
Loja virtual dos correios: http://shopping.correios.com.br/wbm/store/script/store.aspx?cd_company=ErZW8Dm9i54=

Para os filatelistas de plantão, um presente simples, mas significativo.

Friday, October 7, 2011

Eu escrevo, tu escreves, ele/ela escreve, nós escrevemos, vós escreveis, eles/elas escrevem



Escrever é uma técnica que ao longo da história da humanidade tornou ponto crucial para transformação do estilo de vida, ou seja, não era necessário toda vez descobrir como fazer algo, bastava "ler" e melhorar a condição de vida para muito além da luta pela sobrevivência.
No entanto a capacidade de escrever transcende o domínio da arte da escrita em seus vários tipos: cuneiforme (porque cunhavam) criptogramas, demótica, hieróglifos, caracteres, ideogramas, além de saber usar os instrumentos para escrever, é crucial saber o que escrever. A partir de idéias pré-estabelecidas a capacidade de criar exige cada vez mais conhecimento e quando aplicado se torna sabedoria, necessitando assim aperfeiçoamento também na forma de transmitir essa sabedoria em um canal qualquer, exige conhecimento teórico, que só se torna realmente bom, quando é aplicado, o mesmo caso da sabedoria, que é conhecimento aplicado.
Então para saber escrever tem que escrever.
Se não conseguir ligue para o seguinte número de telefone que encontrei em um panfleto na rua, simples e direto:
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-Faço Blogs
Tel.
047 96427048
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E pra quem acha que tem ou pode ter condições de escrever (assim como eu), segue 27 dicas de como "escrever bem":

1. Vc. deve evitar abrev., etc.
2. Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, segundo deve ser do conhecimento inexorável dos copidesques. Tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisístico.
3. Anule aliterações altamente abusivas.
4. "não esqueça das maiúsculas", como já dizia dona loreta, minha professora lá no colégio alexandre de gusmão, no ipiranga.
5. Evite lugares-comuns assim como o diabo foge da cruz.
6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.
8. Chute o balde no emprego de gíria, mesmo que sejam maneiras, tá ligado?
9. Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa merda.
10. Nunca generalize: generalizar, em todas as situações, sempre é um erro.
11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.
12. Não abuse das citações. Como costuma dizer meu amigo: "Quem cita os outros não tem idéias próprias".
13. Frases incompletas podem causar
14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez. Em outras palavras, não fique repetindo a mesma idéia.
15. Seja mais ou menos específico.
16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!
17. A voz passiva deve ser evitada.
18. Use a pontuação corretamente o ponto e a virgula especialmente será que ninguém sabe mais usar o sinal de interrogação
19. Quem precisa de perguntas retóricas?
20. Conforme recomenda a A.G.O.P.R. nunca use siglas desconhecidas.
21. Exagerar é cem bilhões de vezes pior do que a moderação.
22. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"
23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
24. Não abuse das exclamações! Nunca! Seu texto fica horrível!
25. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da idéia contida nelas, e, concomitantemente, por conterem mais de uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçando, desta forma, o pobre leitor a separá-la em seus componentes diversos, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língüa portuguêza.
27. Seja incisivo e coerente, ou não.

Monday, September 19, 2011

.Marx estava certo... sobre o capitalismo

Como efeito colateral da crise financeira, mais e mais pessoas estão começando a pensar que Karl Marx estava certo. O grande filósofo, economista e revolucionário alemão do século 19 acreditava que o capitalismo era radicalmente instável.
Ele tem uma tendência intrínseca de produzir avanços e fracassos cada vez maiores, e no longo prazo, ele estava destinado a se autodestruir.
Marx saudava a autodestruição do capitalismo. Ele era confiante que uma revolução popular ocorreria e daria origem um sistema comunista que seria mais produtivo e muito mais humano.
Marx estava errado sobre o comunismo. Aquilo sobre o que ele estava profeticamente certo era a sua compreensão da revolução do capitalismo. Não era somente a instabilidade endêmica do capitalismo que ele compreendia, embora neste sentido ele fosse muito mais perspicaz do que a maioria dos economistas da sua época e da nossa.
Mais profundamente, Marx compreendeu como o capitalismo destrói a sua própria base social - o meio de vida da classe média. A terminologia marxista de burguês e proletário tem um tom arcaico.
Mas quando ele argumentava que o capitalismo iria arrastar as classes médias a algo parecido com a existência precária dos sobrecarregados trabalhadores de sua época, Marx previu uma mudança na maneira como vivemos à qual só agora estamos lutando para nos adaptarmos.

Marx escreveu o Manifesto Comunista com Friedrich Engels
Ele via o capitalismo como o sistema econômico mais revolucionário da história, e não pode haver dúvida de que ele se diferencia daqueles que vieram antes dele.
Os caçadores e coletores persistiram nesta forma de vida por milhares de anos, enquanto as culturas escravagistas permaneceram assim por quase o mesmo tempo, e as sociedades feudais sobreviveram por muitos séculos. Em contraste, o capitalismo transforma tudo que ele toca.
Não são só as marcas que estão mudando constantemente. As empresas e as indústrias são criadas e destruídas em um fluxo incessante de inovação, enquanto as relações humanas são dissolvidas e reinventadas em novas formas.
O capitalismo foi descrito como um processo de destruição criativa, e ninguém pode negar que ele foi prodigiosamente produtivo. Praticamente qualquer um que esteja vivo na Grã-Bretanha hoje tem uma renda real maior do que eles teriam se o capitalismo nunca tivesse existido.
Retorno negativo
O problema é que entre as coisas que foram destruídas no processo está o estilo de vida do qual o capitalismo dependia no passado.
Defensores do capitalismo argumentam que ele oferece a todos os benefícios que, na época de Marx, eram desfrutados somente pela burguesia, a classe média estabelecida que possuía capital e tinha um razoável nível de segurança e liberdade em suas vidas.
No capitalismo do século 19, a maioria das pessoas não tinha nada. Elas viviam de vender o seu trabalho, e quando os mercados entravam em queda, eles enfrentavam tempos difíceis. Mas à medida que o capitalismo evolui, seus defensores dizem, um número crescente de pessoas pode se beneficiar dele.

Os mercados apresentam muita volatilidade
Carreiras bem-sucedidas não serão mais a prerrogativa de uns poucos. As pessoas não terão dificuldades todo mês para subsistir com base em um salário inseguro. Protegidos pelas economias, pela casa que possume e uma pensão decente, eles serão capazes de planejar suas vidas sem medo.
Com o crescimento da democracia e a distribuição da riqueza, ninguém precisará ser privado da vida burguesa. Todo mundo poderá ser da classe média.
Na verdade, na Grã-Bretanha, nos EUA e em muitos outros países desenvolvidos nos últimos 20 ou 30 anos, o contrário vem ocorrendo. A segurança do emprego não existe, as atividades e as profissões do passado em grande parte acabaram e as carreiras que duram uma vida inteira são meramente lembranças.
Se as pessoas têm qualquer riqueza, isto está nas suas casas, mas os preços dos imóveis nem sempre crescem. Quando o crédito fica restrito como agora, eles podem ficar estagnados por anos. Uma minoria cada vez menor pode contar com uma pensão com a qual pode viver confortavelmente, e não são muitos os que tem economias significativas.
Mais e mais pessoas vivem um dia de cada vez, com pouca noção do que o futuro pode reservar. AS pessoas da classe média costumavam imaginar as suas vidas desdobradas em uma progressão ordenada. Mas não é mais possível olhar para uma vida como uma sucessão de estágios em que cada um é um passo dado a partir do último.
No processo da destruição criativa, a escada foi afastada, e para um número cada vez maior de pessoas, uma existência de classe média não é mais sequer uma aspiração.
Assumindo riscos
Enquanto o capitalismo avançava, ele devolveu as pessoas a uma nova versão da existência precária do proletariado de Marx. As nossas rendas são muito maiores, e em algum grau nós estamos protegidos contra os choques por aquilo que resta do Estado de bem-estar social do pós-guerra.
Mas nós temos muito pouco controle efetivo sobre o curso das nossas vidas, e a incerteza na qual vivemos está sendo piorada pelas políticas voltadas para lidar com a crise financeira.
As taxas de juros a zero em meio a preços crescentes querem dizer que as pessoas estão tendo um retorno negativo de seu dinheiro, e ao longo do tempo o seu capital está se erodindo.
"Hoje, não existe o porto seguro. As rotações do mercado são tais que ninguém pode saber o que terá valor dentro de alguns anos."
John Gray, filósofo político
A situação de muitas das pessoas mais jovens é ainda pior. Para adquirir os talentos de que precisa, a pessoa tem de se endividar. Já que em algum ponto será necessário se reciclar, é preciso tentar economizar, mas se a pessoa está endividada desde o começo, esta é a última coisa que ela poderá fazer.
Não importa a sua idade, a perspectiva que a maioria das pessoas enfrenta é de uma vida de insegurança.
Ao mesmo tempo em que privou as pessoas da segurança da vida burguesa, o capitalismo criou o tipo de pessoa que vive a obsoleta vida burguesa. Nos anos 80, havia muita conversa sobre valores vitorianos, e propagandistas do livre mercado costumavam argumentar que ele traria de volta para nós os íntegros valores de outrora.
Para muitos, as mulheres e os pobres, por exemplo, estes valores vitorianos podem ser bastante ilógicos em seus efeitos. Mas o fato mais importante é que o livre mercado funciona para corroer as virtudes que mantêm a vida burguesa.
Quando as economias estão se perdendo, ser econômico pode ser o caminho para a ruína. É a pessoa que toma pesados empréstimos e não tem medo de declarar a insolvência que sobrevive e consegue prosperar.
Quando o mercado de trabalho está altamente volátil, não são aqueles que se mantém obedientemente fiéis a sua tarefa que são bem-sucedidos, e sim as pessoas que estão sempre prontas para tentar algo novo e que parece mais promissor.
Em uma sociedade que está sendo continuamente transformada pelas forças do mercado, os valores tradicionais são disfuncionais, e qualquer um que tentar viver com base neles está arriscado a acabar no ferro-velho.
Vasta riqueza
Olhando para um futuro no qual o mercado permeia cada canto da vida, Marx escreveu no 'Manifesto Comunista': "Tudo que é sólido se desmancha no ar". Para alguém que vivia na Grã-Bretanha no início do período vitoriano - o Manifesto foi publicado em 1848 -, isto era uma observação incrivelmente perspicaz.
Naquela época, nada parecia mais sólido que a sociedade às margens daquela em que Marx vivia. Um século e meio depois, nos encontramos no mundo que ele previu, onde a vida de todo mundo é experimental e provisória, e a ruína súbita pode ocorrer a qualquer momento.

Medidas de austeridade para reduzir dívida grega acabaram em revoltas
Uns poucos acumularam uma vasta riqueza, mas mesmo isso tem uma característica evanescente, quase espectral. Na época vitoriana, os muito ricos podiam relaxar, desde que eles fossem conservadores com a maneira como eles investiam seu dinheiro. Quando os heróis dos romances de Dickens finalmente recebem sua herança, eles nunca mais fazem nada na vida.
Hoje, não existe o porto seguro. As rotações do mercado são tais que ninguém pode saber o que terá valor dentro de alguns anos.
Este estado de inquietação perpétua é a revolução permanente do capitalismo, e eu acho que ele vai ficar conosco em qualquer futuro que seja realisticamente imaginável. Nós estamos apenas no meio do caminho de uma crise financeira que ainda deixará muitas coisas de cabeça para baixo.
As moedas e os governos provavelmente ficarão de ponta-cabeça, junto de partes do sistema financeiro que nós acreditávamos estar a salvo. Os riscos que ameaçavam congelar a economia mundial apenas três anos atrás não foram enfrentados. Eles foram simplesmente deslocados para os Estados.
Não importa o que políticos nos digam sobre a necessidade de controlar o déficit. Dívidas do tamanho das que foram contraídas não podem ser pagas. Elas quase que certamente serão infladas - um processo que está destinado a ser doloroso e empobrecedor para muitos.
O resultado só pode ser mais revoltas, em uma escala ainda maior. Mas isto não será o fim do mundo, ou mesmo do capitalismo. Aconteça o que acontecer, nós ainda teremos que aprender a viver com a energia mercurial que o mercado emitiu.
O capitalismo levou a uma revolução, mas não a que Marx esperava. O feroz pensador alemão odiava a vida burguesa e queria que o comunismo a destruísse. E assim como ele previu, o mundo burguês foi destruído.
Mas não foi o comunismo que conseguiu esta proeza. Foi o capitalismo que eliminou a burguesia.

Tuesday, July 26, 2011

Tão Simples

E tudo tão simples na vida. Mas vida simples é só o nome daquela revista. Então podemos ver que algo tão simples como uma ampliação de 250 vezes de um grão de areia. (Clica no título para ver a foto)
Talvez se pense que são fotos de lugares super incríveis em que estão esses distintos grão de areia, mas devem estar em nosso sapato nesse momento.
Mas em tudo em nossa vida deve ser assim, buscamos o que é incrível nos mais distantes lugares nas mais distintas coisas, mas se tivermos atenção paciência, desejo sincero e empenho podemos ver tudo de várias maneiras.

Tuesday, March 22, 2011

#diamundialdaagua


Cada dia existe um dia para cada coisa.
Como o livro de Eclesiastes, cita sobre que tudo tem seu tempo determinado. Hoje 22 de Março é o dia da água, penso no dia em que não teremos mais essa bendita água para para comemorar ou comemorar in memorian.
Existe ou deve existir um lugar nesse mundão em que essa fonte será menos radical a sua busca e seu custo será suportável para obter, e que não seja luta diária. e é nesse lugar que quero estar, e plantar minhas sementes.
Também a abundância da mesma de repente é aterrorizador, a falta que a cada dia é um pouco maior é inevitável, e por fim somente me faz pensar (em certos momentos tomar atitude) de onde está como conservar essa fonte inesgotável, e no final lembrar do fornecedor dessa água; Jesus Cristo: - Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.

Thursday, February 3, 2011

copy 'n paste



Ainda me pergunto se a TV influencia na minha vida, como nesse grafite do artista Bansky, que na minha opinião é o cara, em sua mensagem política, ou sarcástica, incompreensível. Não devo copiar oq vejo nos simpsons. Ainda lembro do livro A filosofia dos Simpsons e que idiotices que se assemelham muito a minha vida idiota.
retrato da realidade escondido retratado na falsa realidade

Wednesday, December 1, 2010

ANÁLISE-Opinião pública brasileira sofre de complexo de alemão

Opinião pública brasileira sofre de complexo de alemão

MARCOS FLAMÍNIO PERES
DE SÃO PAULO

Por que a ocupação do Complexo do Alemão foi aprovada quase em uníssono pela opinião pública? Qual foi o substrato sociocultural que endossou uma ação e um discurso tão fechados, em que não cabiam, num primeiro momento, nem fissuras nem antagonismos?
Uma hipótese é a ascensão da classe C, que há anos vem engrossando o caldo da classe média brasileira.
À medida que entra no mercado consumidor, preza as ideias de ordem, estabilidade e eficiência que vigem no mundo "pequeno burguês" em que se insere.
É sob esse novo status quo que se produz, que se ganha dinheiro e que se compram carros zero km, laptops e TVs de cristal líquido.
Mas também passa a desfrutar de cidadania, mesmo pálida, e pressiona o Estado a cumprir sua parte no pacto social. Esse é o lado bom.
O lado ruim é que pode temer seu avesso: a instabilidade, o mundo desorganizado em que a lei não se aplica. Nesse imaginário amorfo, o agente da desordem é tanto o narcotraficante quanto as favelas que ele aterroriza.
Há cinco anos, a França viveu algo assim. A classe média apoiou em massa a ação policial contra as revoltas nos subúrbios. Segregados econômica e racialmente, simbolizavam um país ineficiente, com saúde, educação e empregos declinantes.
O exemplo a seguir estava do outro lado da fronteira: a Alemanha, o esteio financeiro e industrial da União Europeia, com um Estado de Bem-Estar Social invejável e que integrava suas minorias. No reino da fantasia, era o país da organização e eficiência.
Na ordem capitalista, classe média é um modo não só de produzir, mas de ver e ser.
Por aqui, Dunga não se firmou na seleção justamente por ser o descendente de alemães que criaria ordem e hierarquia no microcosmo das quatro linhas? Não incorporava o Capitão Nascimento do escrete canarinho?
Não há melhor lugar para a nova classe média fazer valer seu complexo de alemão do que o Complexo do Alemão.

Thursday, November 18, 2010

O cão e a lebre


Um cão de caça espantou uma lebre para fora de sua toca, mas depois de longa perseguição, ele parou a caçada. Um pastor de cabras vendo-o parar, ridicularizou-o dizendo:
“Aquele pequeno animal é melhor corredor que você”.
O cão de caça respondeu:
“Você não vê a diferença entre nós: eu estava correndo apenas por um jantar, mas ela por sua vida.”

Fábula de Esopo (620—560 a.C.), um escravo e contador de histórias que viveu na Grécia Antiga

Wednesday, November 17, 2010

Quais seriam os caminhos para melhoria de ensino no Brasil?


A cada ano letivo, milhões de crianças entram e saem da escola, passando durante esses anos, como simples período de divisão de responsabilidades do estado e dos pais sobre os novos brasileiros que se formam, pelo menos no papel.
A necessidade é de que cada criança e adolescente aprenda seu papel no mundo, isso só se dá criando condições para que esse ser humano tenha a capacidade de pensar e aprender, muito além do objetivo básico da educação, que é encaminhar para o mercado de trabalho que é a participação do cidadão como população economicamente ativa.
Educação para a vida e convivência social, construção do ser humano se dá por estímulos direcionados para o caráter pessoal do ser humano, o qual tem preocupação com seu papel na sociedade para tornar o local em que vive melhor, e criação de valores humanísticos, e não simplesmente ser mais uma pessoa no mundo, que muitas vezes somente exerce seu poder de manifestação de opiniões no exato momento que confirma o voto em eleições por pura obrigação.
Quando houver por parte de projetos elaborados e aprovados por políticos interessados em dar condição de criarmos pensadores da sociedade, por meio de nova forma de educação para a vida, com estímulos diretos a capacidade cognitiva de cada um, terá à longo prazo uma geração de pessoas empenhadas em propagar o conhecimento, sendo assim é somente uma única cartada inicial no presente, com fortes estímulos tanto na área financeira, quanto estrutural, com acompanhamento muito próximo a cada família com filhos em idade escolar.
Porém isso não traz os louros ou reconhecimentos a curto prazo para os inseridos no mundo político, por que em geral as ações devem se criar, propor e aplicar dentro dos quatros anos do mandato, para que tenha seus frutos, pura e simplesmente eleitoreiros, deixando o “futuro “ de lado, pois crianças que seriam beneficiadas não votam e seus pais, votam mas não pensam.