Monday, August 9, 2010

2012

Recentemente auroras boreais ocorreram nos estados do Maine a Michigan, nos Estados Unidos. Já ouvi algumas professias de possiveis catastrofes, provenientes de tempestades solares, inversão dos polos da Terra, problemas nas redes elétricas e no serviço de satélites, pâne em todos os produtos elétricos ligados, além de Alinhamento dos planetas, aquecimento global...

agora alguns fatos começam a se tornais reais, doferente da graça que se fazia ao dizer que o mundo vai acabar em 2012,os fatos estão começando a ocorrer e as peças começo a juntar, e penso será?






Imagem da NASA mostra erupções no Sol

DE SÃO PAULO

A Nasa divulgou ontem foto que mostra erupções magnéticas no Sol na última semana (as cores foram tratadas para facilitar a identificação das erupções). Ele não ficava tão ativo desde 2001.
Erupções criam tempestades de partículas carregadas que atingem a Terra. Quando chegam, fazem brilhar o céu das regiões polares.
Elas devem aumentar até 2013 - a atividade solar segue um ciclo de cerca de 11 anos. O astro está acordando, após anos de calmaria.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0908201003.htm (p/ assinates)

Nat

Sunday, August 1, 2010

Deve se duvidar de tudo


Josué Cândido da Silva*
Especial para Página 3 Pedagogia & Comunicação


Se alguém lhe perguntasse "O que você conhece?", você poderia pensar em uma porção de coisas, a maioria delas adquiridas em sua experiência cotidiana. Mas se a pessoa insistisse e perguntasse "Algo do que você sabe é realmente verdade? Apostaria sua vida nisso?", essas questões complicariam um bocado as coisas.

Eu, por exemplo, poderia dizer que tenho certeza que sou filho dos meus pais, mas talvez eu tivesse sido adotado ou trocado na maternidade e estar enganado a esse respeito. Poderia ainda estar enganado sobre uma série de outras coisas que até então julgava certas. E se reparar direito, tudo o que eu tenho são crenças, algumas até muito razoáveis, mas nada de que eu possa dizer que é uma verdade irrefutável. Percebo, então, que me falta um parâmetro para examinar as minhas crenças e verificar quais são realmente certas e quais são falsas.


Condições universais de validade
Durante a história da filosofia, vários foram os filósofos que tentaram estabelecer as condições para que algo fosse tomado como absolutamente verdadeiro, isto é, uma verdade que independesse de fatores circunstanciais e que fosse algo que não fosse verdadeiro para mim ou para um grupo de pessoas, mas para todos os seres racionais.

Você deve estar cansado de ver por aí grupos de pessoas com crenças estranhas, que dizem que eles estão certos e todos os outros enganados. Nesse caso, como decidir quem está certo? Votando? Mas se a maioria estiver errada e o pequeno grupo estiver certo, nunca conheceremos a verdade porque eles sempre perderão nas votações. É preciso que se trate de uma verdade universal, isto é, válida para todos, tanto para a maioria quanto para as minorias. Portanto, o que os filósofos investigam são as condições universais de validade, aquelas condições que independem das opiniões particulares que eu ou você possamos ter.


Ceticismo
Na investigação sobre as condições de validade do nosso conhecimento um grupo de filósofos merece destaque: os céticos. O termo cético vem da palavra grega skepsis, que significa "exame". Atualmente, dizemos que uma pessoa cética é alguém que não acredita em nada, mas não é bem assim. Um filósofo cético é aquele que coloca suas crenças e as dos outros sob exame, a fim de verificar se elas são realmente dignas de crédito ou não.

Pirro de Elis (360-275 a.C.) é considerado o fundador do ceticismo. Segundo ele, não podemos ter posições definitivas sobre determinado assunto, pois mesmo pessoas muito sábias podem ter posições absolutamente opostas sobre um mesmo tema e ótimos argumentos para fundamentar suas posições. Nesse caso, Pirro nos aconselha a suspensão do juízo e a mantermos nossa mente tranqüila (ataraxia). Ao invés de enfrentarmos o desgaste de acalorados debates que não produzirão certeza alguma, devemos manter silêncio (apraxia) e preservar uma atitude de suspeita diante de qualquer tipo de dogmatismo.

Depois de Pirro, muitos outros filósofos tornaram o ceticismo uma das mais importantes correntes filosóficas até os dias de hoje. Atualmente, alguns céticos defendem o probabilismo ou falibilismo, ou seja, na impossibilidade de encontrarmos verdades absolutas, seja pelas limitações de nossos sentidos e intelecto, seja pela complexidade da realidade, devemos tratar nossas crenças sempre como provisórias, como quem anda em gelo fino.

Desse modo, um cético nunca seria pego de surpresa se algo que todos acreditavam ser verdade se revelasse falso no futuro. Por outro lado, reconhecer que as verdades são provisórias não significa uma completa inação. Sabemos que os remédios são falhos, mas são a única coisa que temos para combater as doenças.

Isso também vale para o campo da ética. O filósofo Montaigne propunha que vivêssemos em harmonia com os costumes de nosso povo ou cultura, pois embora eles sejam falhos, são tão falhos quanto os de qualquer outro povo, não havendo razão para preferir este a aquele.


Despertar do sono dogmático
Conta a lenda que Pirro morreu enquanto dava aula de olhos vendados. Um aluno o teria alertado quanto ao precipício à sua frente. Cético, Pirro desconfiou do aluno e caiu. Essa lenda, obviamente, pretende mostrar os perigos de se duvidar de tudo. Mas será que um cético autêntico não duvidaria também de suas próprias dúvidas?

Odiado por alguns, o cético é como a abelha que aferroa o boi do conhecimento, retirando-o da mesmice das ideias prontas e acabadas, nos provocando, por meio da dúvida, a investigar a fundo os pressupostos de nossas crenças; ou, como diria Kant, o cético é aquele que nos desperta do nosso sono dogmático para lembrar-nos que pensar não é um fim, mas uma atividade.

Ceci n'est pas une pipe


Em "A perfídia das imagens", o surrealista René Magritte fez o desenho quase fotográfico de um cachimbo e escreveu em baixo: "Isto não é um cachimbo". Não se pode discordar dele, pois aquilo é, de fato, a imagem de um cachimbo. Ou seja, as aparências enganam! Deve-se duvidar de tudo? É o que recomendam alguns filósofos.

Ser o que não não sou, não sou o que deveria ser, procuro ser o que queria ser, sou o que não quero, o que eu quero não sou. O que ser??

Saturday, July 24, 2010

Ouro verde / artigo




21/07/2010


Opinião


JOÃO LUIZ MAUAD

A explosão da plataforma da British Petroleum no Golfo do México foi uma tragédia. Além da perda de vidas, milhares de barris de óleo cru vazaram durante meses do fundo do mar, trazendo impactos ambientais tremendos. A BP é responsável, sem dúvida alguma, por prejuízos ainda incalculáveis, que demandarão anos e bilhões de dólares para sanar.

Mas o acidente foi também uma dádiva para certo radicalismo ambientalista, há muito imbuído da redentora missão de banir os combustíveis fósseis do convívio humano. Logo de cara, o presidente Obama voltou atrás na decisão de liberar a exploração de petróleo e gás em parte da plataforma continental norteamericana, há décadas proibida por leis ambientais. Em seguida, o mesmo Obama decretou uma moratória da prospecção no Golfo do México. Os governos europeus, por seu turno, ameaçam a indústria petrolífera com tantas novas regulamentações que o próprio negócio pode tornar-se inviável por lá.

Por maiores que tenham sido o desastre e os prejuízos dele derivados, será que essa “guerra santa” é justificável? Se consumimos hidrocarbonetos, é porque eles nos garantem níveis de prosperidade, conforto e mobilidade como nenhum outro combustível. A energia deles obtida melhora nossa saúde, reduz a pobreza, permite uma vida mais longa, segura e melhor. Ademais, o petróleo não nos fornece somente energia, mas também plásticos, fibras sintéticas, asfalto, lubrificantes, tintas e uma infinidade de outros produtos.

“O petróleo talvez seja a mais flexível substância jamais descoberta”, escreveu Robert Bryce em “Power Hungry”, um livro iconoclástico sobre energia. “O petróleo”, diz ele, “mais do que qualquer outra substância, ajudou a encurtar distâncias.

Graças à sua alta densidade energética, ele é o combustível quase perfeito para a utilização em todos os tipos de veículos, de barcos a aviões, de carros a motocicletas. Não importa se medido por peso ou volume, o petróleo refinado produz mais energia do que praticamente qualquer outra substância comumente disponível na natureza. Essa energia é, além de tudo, fácil de manusear, relativamente barata e limpa”.

Caso o petróleo não existisse, brinca Bryce, “teríamos que inventá-lo”.

Mas nem tudo são flores, como bem demonstra o desastre recente. Como quase tudo na vida, há o lado bom e o lado ruim. Estatisticamente, para cada avião produzido, a probabilidade de acidentes aumenta, trazendo riscos aos usuários. Todavia, deixar de construir aviões não seria uma decisão razoável, já que os benefícios gerados superam em muito os eventuais malefícios. Da mesma maneira, ao decidirmos pelo uso medicinal de determinadas drogas, estamos cientes de que uma pequena fração de consumidores é suscetível a efeitos colaterais muitas vezes graves. No entanto, em vista da eficácia dessas substâncias para a maioria, não hesitamos em produzilas. Com efeito, a prospecção de petróleo, principalmente em alto-mar, envolverá sempre riscos. E o fato de ser impossível eliminá-los não é motivo para banir esta dádiva da natureza.

Algum dia, no futuro, haverá fontes de energia tão ou mais abundantes, eficientes, limpas e economicamente viáveis que os hidrocarbonetos. Em termos de rendimento econômico e ambiental, essas novas fontes deverão produzir o máximo de energia, em escala sustentável e, principalmente, no menor espaço possível, já que uma das maiores carências da humanidade é a terra utilizável.

Quanto mais terras nós ocupamos para produzir energia, menos espaço teremos para as florestas, a agricultura e a pecuária. Mas esta revolução energética parece ainda distante. O fato é que as ditas “energias verdes” — solar, eólica e biocombustíveis —, além de estarem bem longe de uma escala sustentável, precisam de grandes espaços para que sejam minimamente viáveis.

Portanto, se excluirmos da equação o (discutível) argumento das mudanças climáticas, uma coisa torna-se inescapavelmente clara: os combustíveis fósseis têm sido uma grande bênção, não só para a humanidade, mas para o meio ambiente. Foi graças a eles, por exemplo, que o óleo de baleia e a madeira deixaram de ser utilizados como combustível, seja para iluminação, para aquecer as residências ou para fazer mover os veículos. Sem o petróleo, o gás e o carvão mineral, provavelmente teríamos hoje muito menos baleias, florestas e parques.

Por mais que isto possa parecer estranho a alguns, a verdadeira energia verde são os combustíveis fósseis.


fONTE:http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/selecao-diaria-de-noticias/midias-nacionais/brasil/o-globo/2010/07/21/ouro-verde-artigo

Filosofia é como o Bart: Irreverentre e faz perguntas inoportunas


A filosofia não é um conjunto de conhecimentos prontos, um sistema acabado, fechado em si mesmo. A filosofia é uma maneira de pensar e é também uma postura diante do mundo.

Antes de mais nada, ela é uma forma de observar a realidade que procura pensar os acontecimentos além da sua aparência imediata. Ela pode se voltar para qualquer objeto: pode pensar sobre a ciência, seus valores e seus métodos; pode pensar sobre a religião, a arte; o próprio homem, em sua vida cotidiana.

Uma história em quadrinhos ou uma canção popular podem ser objeto da reflexão filosófica. Há alguns anos, foi publicado no Brasil, um livro chamado "Os Simpsons e a Filosofia", que tratava das questões filosóficas implícitas no famoso desenho animado da TV.

Como o próprio Bart Simpson, a filosofia é um jogo irreverente que parte do que existe, critica, coloca em dúvida, faz perguntas importunas, abre a porta das possibilidades, faz entrever outros mundos e outros modos de compreender a vida.


Uma disciplina indisciplinada
Por isso, a filosofia incomoda, pois ela questiona o modo de ser das pessoas, das sociedades, do mundo. Discute as práticas política, científica, técnica, ética, econômica, cultural e artística. Não há área onde ela não se meta, não indague, não perturbe. E, nesse sentido, a filosofia pode ser perigosa ou subversiva, pois pode virar a ordem estabelecida de cabeça para baixo.

Quando surgiu entre os gregos, no século 6 a.C., a filosofia englobava tanto a indagação filosófica propriamente dita, quanto aquilo que hoje é chamado de conhecimento científico. O filósofo refletia e teorizava sobre todos os assuntos, procurando responder não só ao porquê das coisas, mas, também, ao como, ou seja, ao modo pelo qual elas acontecem ou "funcionam".

Euclides, Tales e Pitágoras, por exemplo, foram filósofos que também se dedicaram ao estudo da geometria. Aristóteles, por sua vez, investigou problemas físicos e astronômicos, na medida em que esses problemas também interessavam à cultura e à sociedade de sua época.


O saber científico
Só a partir do século 17, com o aperfeiçoamento do método científico - baseado na observação, na experimentação e matematização dos resultados -, a ciência tal qual a entendemos hoje começou a se constituir, como uma forma específica de abordagem do real que se destacava ou desprendia da filosofia propriamente dita.

Afastando-se da filosofia por se tornarem mais específicas, apareceram pouco a pouco as ciências particulares, que investigam determinados aspectos da realidade: à física interessam os movimentos dos corpos; à biologia, a natureza dos seres vivos; à química, as transformações das substâncias; à astronomia, os corpos celestes; à psicologia, os mecanismos do funcionamento da mente humana; à sociologia, a organização social, etc.

O conhecimento fragmenta-se entre as várias ciências, pois cada uma se ocupa somente de uma parte do real. Estudam os fenômenos que pertencem à sua área específica e pretendem mostrar como estes ocorrem e como se relacionam com outros fenômenos. A posse do conhecimento sobre os fenômenos naturais e humanos gera a possibilidade de prevê-los e controlá-los.


Integração e totalidade
Por outro lado, a filosofia trata dessa mesma realidade, só que - em vez de separá-la em conhecimentos particulares e estanques - considera-a no interior da totalidade de fenômenos, ou seja, procura enxergar a realidade a partir de uma visão de conjunto. Qualquer que seja o problema, a reflexão filosófica considera cada um de seus aspectos, relacionando-o ao contexto dentro do qual ele se insere e restabelecendo a integridade do universo humano.

Sob o ponto de vista filosófico, por exemplo, é impossível considerar os problemas econômicos do Brasil somente a partir de princípios de economia. É necessário relacioná-la com os interesses das diversas classes sociais, os interesses políticos, os interesses nacionais, etc.

Um país economicamente instável é um país política e socialmente instável. Já para a ciência econômica isso não vem ao caso. Para a economia, interessa somente verificar como a inflação ou a recessão funciona para poder controlá-la, independentemente dos reflexos que esse controle tenha para a sociedade.


Perguntas e mais perguntas
Por isso, sem desmerecer o conhecimento especializado das várias ciências, a reflexão filosófica é sempre - mais do que necessária - obrigatória. Cabe ao filósofo refletir sobre o que é ciência, o que é método científico, qual a sua validade e seus limites.

A ciência é realmente um conhecimento objetivo? O que é a objetividade e até que ponto um sujeito histórico - o cientista - pode ser objetivo, isto é, isento de interesses pessoais? Cabe ao filósofo, também, refletir sobre a condição humana atual: o que é o homem? O que é liberdade? O que é trabalho? Quais as relações entre homem e trabalho? É possível existir uma outra ordem social?

A própria escola é alvo de reflexão filosófica. A educação pressupõe uma visão do homem como um ser incompleto, que pode ser aprimorado, educado, ao contrário dos animais, que não precisam ser educados, pois orientam-se pelos instintos. Só os educamos, ou domesticamos, para acomodá-los às nossas necessidades humanas.

O caso dos homens é diferente, sem dúvida, mas, para que o ser humano é educado? Para o exercício da liberdade e da responsabilidade ou só para se inserir na ordem estabelecida? Em outras palavras, a educação ocorre para cada homem saber pensar por si próprio ou para aceitar as regras que outros pensaram para ele?

A filosofia quer encontrar o significado mais profundo dos fenômenos. Não basta saber como funcionam, mas o que significam na ordem geral do mundo humano. A filosofia emite juízos de valor ao julgar cada fato, cada ação em relação ao todo. A filosofia vai além daquilo que é, para propor como poderia ser. E, portanto, indispensável para a vida de todos nós, que desejamos ser seres humanos completos, cidadãos livres e responsáveis por nossas escolhas.


Características do pensamento filosófico
O trabalho do filósofo é refletir sobre a realidade, qualquer que seja ela, descobrindo seus significados mais profundos. Porém, como se faz isso?

Em primeiro lugar, é preciso estabelecer o que é reflexão. Refletir é pensar, considerar cuidadosamente o que já foi pensado. Como um espelho que reflete a nossa imagem, a reflexão do filósofo também deixa ver, revela, mostra, traduz os valores envolvidos nas coisas, nos acontecimentos e nas ações humanas.

Para chegar a isso, segundo o filósofo e educador Demerval Saviani, a reflexão filosófica deve possuir as seguintes características:


Radicalidade - ou seja, chegar até a raiz dos acontecimentos, isto é, aos seus fundamentos; à sua origem, não só cronológica, mas no sentido de chegar aos valores originais que possibilitaram o fato. A reflexão filosófica, portanto, é uma reflexão em profundidade.

Rigor - isto é, seguir um método adequado ao objeto em estudo, com todo o rigor, colocando em questão as respostas mais superficiais, comuns à sabedoria popular e a algumas generalizações científicas apressadas.

Contextualidade - como já se disse antes, a filosofia não considera os problemas isoladamente, mas dentro de um conjunto de fatos, fatores e valores que estão relacionados entre si. A reflexão filosófica contextualiza os problemas tanto verticalmente, dentro do desenvolvimento histórico, quanto horizontalmente, relacionando-os a outros aspectos da situação da época.


Assim, embora os sistemas filosóficos possam chegar a conclusões diversas, dependendo das premissas de partida e da situação histórica dos próprios pensadores, o processo do filosofar será sempre marcado por essas características, resultando em uma reflexão rigorosa, radical e de conjunto.
*Antonio Carlos Olivieri é escritor, jornalista e diretor da Página 3 Pedagogia & Comunicação

Tuesday, July 13, 2010

Indice Gordurama Big Mac



O que um Big Mac pode nos dizer sobre o preço do chá na China? Ao que parece, muita coisa.
Por 24 anos, a revista “The Economist” mediu o valor das moedas em todo o mundo usando dois hamburgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, pickles e pão com gergelim.
A China, por exemplo, onde é possível comprar quase dois Big Macs pelo preço de um nos EUA, tem a moeda mais desvalorizada do mundo, concluiu a revista recentemente.
O Índice Big Mac foi criado para explicar um conceito econômico chamado paridade de poder de consumo, o conceito de que um dólar deveria comprar a mesma quantidade de um país para o outro. Se houvesse paridade, o preço de um produto – nesse caso um Big Mac – deveria ser o mesmo em todo o mundo.
O índice deste ano descobriu que os preços do Big Mac, convertidos para dólares norte-americanos, variava de US$ 6,87 na Noruega até US$ 1,83 na China. O preço médio nos Estados Unidos é US$ 3,58.
Embora o Índice Big Mac seja uma forma nova de olhar para o que o dólar é capaz de comprar em diferentes países, ele também se mostrou bastante acurado para indicar mudanças nas moedas, disse o professor Dave Denslow da Universidade da Flórida.
“Se o Índice Big Mac diz que uma moeda está desvalorizada, ela tende a se valorizar”, diz Denslow.
Foi exatamente o que aconteceu com a moeda chinesa, embora a pressão dos EUA e dos governos europeus tenha provavelmente exercido um peso maior sobre as mentes das autoridades chinesas do que uma palavra de uma publicação de negócios britânica.
No mês passado, poucos dias antes da reunião do G-20, a China anunciou que irá valorizar novamente o yuan.
Sindicatos e trabalhadores podem se beneficiar com isso porque as fábricas norte-americanas tinham dificuldades em competir com o baixo custo do trabalho e dos produtos da China.
Mas mais americanos poderão sentir a pressão disso em seus bolsos. Muito do que eles compram é importado da China, e um yuan mais caro irá fazer os preços subirem.
O alcance mundial do McDonald's faz com que o seu sanduíche mais famoso seja o produto perfeito, diz Rick Wade, que é dono de dez franquias da marca em Palm Beach County.
O Big Mac é vendido em mais de 100 países, em mais de 80% das 32 mil lojas do McDonald's no mundo. Franquias de poucos países rejeitam o produto por motivos culturais ou religiosos.
Leia mais notícias dos jornais internacionais:
• Bancos estrangeiros podem enfrentar crise com vencimento de trilhões em dívidas
• "A crise de confiança ainda precisa ser superada", diz o chefe do Banco Europeu de Reconstrução
• Diretor da megaseguradora Munich Re diz que é preciso reavaliar os riscos das perfurações de petróleo
• O que o preço do Big Mac pode dizer sobre a moeda
de um país?
• Perfuração de poços em Cuba vira problema para
os Estados Unidos
• Obama procura incentivar a base democrata para eleições
• Construindo com harmonia em Bali
Mas onde quer que ele seja vendido, a megacorporação controla de perto a qualidade do produto, tornando fácil comparar o preço de um Big Mac em Boynton Beach com um em Bahrain, diz Wade.
Quando Wade faz um pedido de hambúrgueres, ele escolhe entre cerca de três fornecedores, diz ele. E ele não pode simplesmente misturar o molho picante característico dos sanduíches em suas cozinhas. Ele precisa comprar o molho de um distribuidor aprovado para garantir que o hamburguer que ele venda seja fiel ao original.
“Esta é a razão pela qual o McDonald's é a marca que é, que é uma marca global tão poderosa”, diz Wade.
Com frequência, as franquias em outros continentes compram de fornecedores dos EUA, diz Wade.
A necessidade de vender um produto uniforme quase levou à falência as três franquias do McDonald's na Islândia, quando a moeda do país isolado no Ártico caiu no ano passado.
O empresário Magnus Ogmundsson disse à Associated Press que na época ele era obrigado por seu contrato com o McDonald's a importar praticamente todos os ingredientes do sanduíche da Alemanha.
Como a moeda islandesa, o krona, havia se desvalorizado muito, Ogmundosson teria que cobrar o equivalente a US$ 6,36 por sanduíche, o que o tornaria um dos Big Macs mais caros do mundo.
Em vez disso, Ogmundsson decidiu fechar suas três lojas e disse que planeja abrir outra franquia de hambúrgueres que não exija importações tão caras.
Pode ser que o povo chinês e os turistas do país não vejam muita diferença no preço de um Big Mac durante algum tempo. Desde que a “The Economist” atualizou seu índice em março, o yuan valorizou apenas 1%.
E isso é provavelmente uma boa notícia – e não apenas para quem gosta de um bom e gorduroso hambúrguer.
Os chineses têm boa parte da dívida norte-americana.
A moeda chinesa desvalorizada mantém as taxas de juros dos EUA mais baixas e permite que o governo norte-americano pague o seguro social das pessoas, por exemplo, emprestando dinheiro em vez de pagando-o com impostos, diz Denslow.
A valorização da moeda chinesa é “algo que queremos ver amanhã e não hoje”, diz ele.
Enquanto isso, a passagem de avião pode ser cara, mas a China é o melhor lugar para comer um hambúrguer barato.

Tradução: Eloise De Vylder`- The Economist

Wednesday, June 30, 2010

Monday, June 28, 2010

Politica é uma coisa engraçada

Logo ele irá hibernar e deve acordar só em 2014!

Tuesday, June 22, 2010

Los Angeles Lakers 2010 NBA CHAMPIONS

An the Larry O'Brien Championship Trophy goes to Los Angles LAKERSSSSSSSSS, Holywood get crazy










Wednesday, June 16, 2010

Sunday, June 6, 2010

DECÁLOGO DE UM HOMEM FEIO




Dez coisas que um homem feio deve saber para tirar mais proveito da vida, essa ingrata:

I) Que a beleza é passageira e a feiúra é para sempre, como repetia o mal-diagramado Sérge Gainsbourg – o tio francês que pegava a Brigitte Bardot e a Jane Birkin, entre outras deusas. Sim, aquele mesmo francês cabra-safado autor do maior hino de motel de todos os tempos, “Je t´aime moi non plus”, claro.

II) Que as mulheres, ao contrário da maioria dos homens, são demasiadamente generosas. E não me venha com aquela conversinha miolo-de-pote de que as crias das nossas costelas são interesseiras. Corta essa, meu rapaz. Se assim procedessem, os feios, sujos e lascados de pontes e viadutos não teriam as suas bondosas fêmeas nas ruas. Elas estão lá, bravas criaturas, perdendo em fidelidade apenas para os destemidos vira-latas.

III) Que o feio, o mal-assombro propriamente dito, saiba também e repita um velho mantra deste cronista de costumes: homem que é homem não sabe sequer a diferença entre estria e celulite.

IV) Que mulher linda até gay deseja e encara, quero ver é pegar indiscriminadamente toda e qualquer assombração e visagem que aparecer pela frente.

V) Que homem que é homem não trabalha com senso estético. Ponto. Que não sabe e nunca procurou saber sequer que existe tal aparato “avaliatório’’do glorioso sexo oposto.

VI) Que as ditas “feias” decoram o Kama Sutra logo no jardim da infância.

VII) Que para cada mulher mal-diagramada que pegamos, Deus nos manda duas divas logo depois de feita a caridade.

VIII) Que mulher é metonímia, parte pelo todo, até na mais assombrosa das criaturas existe uma covinha, uma saboneteira, uma omoplata, um cotovelo, um detalhe que encanta deveras.

IX) Que me desculpem as muito lindas, mas um quê de feiúra é fundamental, empresta à fêmea uma humildade franciscana quase sempre traduzida em benfeitorias de primeira qualidade na alcova.

X) Saiba, por derradeiro, irmão de feiúra, que a vida é boxe: um bonitão tenta ganhar uma mulher sempre por nocaute, a nossa luta é sempre por pontos, minando lentamente a resistência das donzelas. Boa sorte, amigo esteticamente prejudicado, nesse grande ringue da humanidade!



Escrito por xico sá às 21h10

Monday, May 31, 2010

Tuesday, May 18, 2010

Super Heroes




I feel my wings have broken in your hands
I feel the words unspoken inside
And they pull you under
And I will give you anything you want no
You are all I wanted
All my dreams are fallin' down
Crawling around...
Somebody save me
Let your warm hands break right through
Somebody save me
I don't care how you do it
Just stay (stay with me)
Stay, stay C'mon,
I've been waiting for you
I see the world as folded in your heart
I feel the waves crash down inside
And they pull me under
I will give you anything you want, know
You are all I wanted
All my dreams have fallen down
Crawling around...
Somebody save me
Let your warm hands break right through
Somebody save me
I don't care how you do it
Just stay (stay with me)
Stay, stay C'mon
I've been waiting for you
All my dreams are on the ground
Crawling around...
Somebody save me
Let your warm hands break right through
Somebody save me
I don't care how you do it
Just stay with me (stay with me)
I made this whole world shine for you
Just stay
Stay
C'mon, I'm still waiting for you

Tuesday, May 4, 2010

Droga é bom para acordar


Droga é ruim quando usada como forma para alienação, mas pode ser boa para despertar

Caro Paulo,Não é por acaso que drogar significa remediar, curar, consertar.Por isso, sou a favor do uso de droga como remédio e sou contra o uso de droga como alimento. Pode ser maconha, cocaína, consumo, sexo, religião, álcool, trabalho, causa social, jardinagem, maternidade, esporte ou coleção de selos. Sou contra o uso de qualquer tipo de droga quando ela se torna alimento.Droga não é boa nem má. Mau ou bom é o uso que fazemos dela. Droga se torna ruim quando é usada para alienar, para entorpecer os sentidos e dar à vida do indivíduo um brilho que ela não tem. É algo que vem de fora para dar um realce, para levantar o astral, para animar a pessoa, a festa ou o clima da empresa. Como se a vida como ela é fosse chata, desanimada, sem graça e sem chance de ser diferente. Ao contrário, droga é bom quando é usada para acordar, para despertar consciência e provocar a ambição do indivíduo de querer tirar mais da vida do que aparentemente ela oferece.Dinheiro e poderPor exemplo, pegue o trabalho, uma atividade comum a todos nós.Quem trabalha apenas pelo dinheiro e pelo poder em geral julga o trabalho um mal necessário para vencer na vida e, com certeza, nunca vai esperar tirar dessa atividade um significado que dê realce e anime o seu dia a dia. Sua satisfação pessoal nunca será plena porque sempre dependerá de mais dinheiro e mais poder, que são infinitos.Assim, eternamente insatisfeito, ele se tornará presa fácil para fazer do trabalho um vício ou procurará outras drogas para compensar, como o consumo, a cocaína, a causa social ou a coleção de selos (ou dependerá do endomarketing para ser motivado no trabalho).Esse é um cara drogado, alienado, infeliz, uma presença nefasta na sociedade porque seu estilo de vida reforça a manutenção do status quo e impede a nossa evolução como indivíduos e sociedade.Porque se ele for mais ambicioso e quiser tirar do trabalho mais do que dinheiro e poder, com certeza usará seu talento para questionar por que as coisas são como são. Fará perguntas inconvenientes para mentes entorpecidas que ainda não tiveram oportunidade de buscar propósito e significado no básico e no cotidiano da vida, como o trabalhar, o ganhar dinheiro, o amamentar, o praticar esporte ou o consumir.É o significado do que fazemos que nos deixa satisfeitos, e não o que fazemos. E o significado está dentro, não está fora. Sem significado, a droga vira alimento porque serve à fome física que nunca se sacia. É viciante porque sua medida é a quantidade. Com significado, a droga é instrumento: cura, promove, aperfeiçoa, resgata equilíbrio, amplia consciência, eleva a qualidade de vida, nos põe para frente. Mas isso depende da atitude de quem a usa, e não da droga.Enfim, nada de novo. É nóis na fita.

Meu abraço, Ricardo.
*Ricardo Guimarães, 61, é presidente da Thymus Branding. Seu e-mail é rguimaraes@trip.com.br e seu Twitter é twitter.com/ricardo_thymus